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7 de junho de 2014

Filme: A Culpa É Das Estrelas

Título Original: The Fault In Our Stars
Lançamento: 2014

Direção: Josh Boone
Elenco: Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolf
Gênero: Romance, Drama

Sinopse: Diagnosticada com câncer, a adolescente Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, ela é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio cristão. Lá, conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que também sofre com câncer. Os dois possuem visões muito diferentes de suas doenças: Hazel preocupa-se apenas com a dor que poderá causar aos outros, já Augustus sonha em deixar a sua própria marca no mundo. Apesar das diferenças, eles se apaixonam. Juntos, atravessam os principais conflitos da adolescência e do primeiro amor, enquanto lutam para se manter otimistas e fortes um para o outro.

Quando peguei A Culpa É Das Estrelas nas mãos, há quase dois anos, eu não imaginava nem um por cento do que era aquela estória que estava prestes a conhecer. Foi uma leitura rápida - que durou apenas uma tarde -, mas que mexeu comigo e me marcou de várias formas. Eu me apaixonei pela estória, chorei por uma semana sempre que lembrava do livro, mas, acima de tudo, conheci a escrita do John Green. Um autor incrível que tem uma maestria ímpar para falar sobre adolescentes e para adolescentes e tem um censo de humor incrível, assim como sua sensibilidade e, principalmente, inteligência. A partir daí virei fã dele e dos seus outros livros, mas nada se iguala, para mim, a ACEDE.


Eu contei os dias, acompanhei cada pequena novidade e fui na primeira secessão do filme que aconteceu na minha cidade. E, falando da forma mais sincera possível, o filme está perfeito. Você consegue sentir todas as nuances da trama, eles respeitam de forma surpreendente a obra original, os personagens representam exatamente o que deveriam ser e, acima de tudo, o filme é lindo. Tão lindo quanto o livro. 

Muita gente acreditava na qualidade da adaptação pelo John Green ter estado presente durante toda a gravação, mas não é essa exatamente a minha opinião. Você vê, claramente, o respeito com o que está escrito no livro que tiveram os roteiristas, diretores, atores e, acredito eu, todo o resto da equipe em cada pequena cena. Para quem é fã e releu o livro a uma semana atrás como eu, percebe que eles estudaram toda a obra, pegaram todas as partes importantes e sentiram tudo o que a estória queria passar, se esforçando ao máximo para transmitir tudo isso para as telas. E a presença do John Green nas gravações é, então, apenas uma comprovação desse respeito que a equipe do filme teve com o que ele criou.

O livro é uma mistura de momentos sensíveis, engraçados, tristes e bonitos e tudo isso pode ser visto no filme, muitas vezes até mais claramente do que nas páginas. Você consegue perceber ainda mais a genialidade e a diversidade do livro quanto você vê cenas onde coisas engraçadas acontecem ao mesmo tempo que se é dito coisas tristes ou comentários filosóficos, conseguindo ver também a passagem natural entre todas essas nuances. Outro ponto marcante de A Culpa É Das Estrelas - mas também de tudo que o John Green escreve - é a inteligência da estória e isso não é perdido no filme, você consegue sentir ela não só nos personagens, mas também nas cenas em si, em como tudo foi construído. As críticas e metáforas principais do livro também estão todas presentes, mas é inevitável que muitas das metáforas e críticas secundárias tenham ficado de fora, era algo inevitável, tanto que nem mesmo ouso a apontar isso como um defeito. 

As atuações estão simplesmente impecáveis! Não tem como criticar a Hazel da Shailene Woodley, ela conseguiu entender completamente a sua personagem, seus medos, sua angustia e todos os sentimentos pelos quais ela passa durante todo o filme/livro. É incrível a empatia que ela cria com o telespectador e a maneira com que ela consegue transmitir emoção apenas com o olhar. Em nenhum momento do filme, nenhum mesmo, eu duvidei que ela era a Hazel ou duvidei do que ela esta mostrando em cena, impressão que só aumenta em cenas que exigem ainda mais força da personagem. 
Muita gente criticou a escolha do Ansel Elgort para ser o nosso Augustus Waters, mas por mais que fisicamente ele seja completamente diferente eu duvido que alguém que tenha assistido ao filme possa dizer que aquele não é o nosso Gus. Ele tem todo aquele ar despreocupado, irônico e charmoso do personagem, mas também mostra toda a sua complexidade de sentimentos aos poucos, de forma forte e emocionante. E de verdade, não tem como não ver o Gus naquele sorrisão lindo e fácil que ele solta diversas vezes durante o filme.
A química dos dois é incrível sendo que, consequentemente, o filme todo é sustentado pelas cenas deles juntos. As minhas cenas favoritas - escrevendo de forma que não dê spoilers - são: a cena após a visita a casa da Anne Frank que é linda de morrer (sério, muito mesmo), a cena dos ovos com o Issac - o Nat Wolf está ótimo no papel também - e, principalmente, a última cena dos três, HazelGus, e Isaac, na igreja, não só pelas palavras, mas sim pela troca de olhares carregada de sentimentos entre eles, é uma cena extremamente triste, mas de uma beleza inigualável, poucas vezes vi algo tão forte em um filme - e sim, chorei muito nessa parte. 
Outros destaques do elenco, na minha opinião, foram a Laura Dern que está incrível no papel e o Willem Dafoe que fez um Peter Van Houten tão impactante, para dizer o mínimo, quanto no livro. 

Acho que vocês já devem ter percebido, mas A Culpa É Das Estrelas está completamente fiel ao livro.Tendo relido ele recentemente posso afirmar isso com exatidão para vocês. Mudaram um pouco onde os personagens dizem tal coisa, por exemplo, mas nada disso interfere na fidelidade da adaptação. Acredito eu que mais de noventa por cento de tudo que é dito ali, seja nos diálogos ou na narração da Hazel, está exatamente igual ao que o John Green escreveu no livro. Acho que a parte mais modificada foi a carta, mas mesmo assim ela só ficou mais sucinta, não perdeu o seu sentido. De verdade, não acredito ser possível pontuar nenhum defeito nesse sentido. 

Assim como o livro, o filme discute o medo da morte e do esquecimento retratando a vida e isso é o mais incrível. Seus personagens apesar de doentes não são caracterizados por sua doença, mas sim pelos seus sentimentos e personalidades. Mesmo sendo uma estória triste, ela não é apelativa ou forçada, tudo é natural e verdadeiro. E é nisso tudo que está o grande mérito da estória criada pelo John Green e muito bem adaptada ao cinema, ele fala da realidade, ele trata de adolescentes doentes como simplesmente adolescentes, ele fala da morte com naturalidade, como algo natural que realmente é, ele mostra que cada um tem suas fraquezas e medos e fala, acima de tudo, sobre amor.

Eu saí do cinema maravilha com o que vi, como o rosto vermelho e inchado de tanto chorar e triste por ter dado adeus, em todos os sentidos, a essa estória que me marcou tanto. Para finalizar quero dizer que A Culpa É Das Estrelas é um filme perfeito, emocionante, sensível, forte, divertido, triste, tudo isso ao mesmo tempo. É lindo, apenas. Ok?

Obs: Por favor, ouçam com cuidado a trila sonora. Está tão bem feita e linda quanto todo o resto.
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23 de fevereiro de 2014

#SemanaEsther: A Estrela que Nunca vai se Apagar

A Semana Esther termina hoje, a maioria de vocês já deve ter visto todos os posts nos blogs participantes, mas para quem ainda não sabe do que se trata, aqui vai uma breve explicação. :)

Esther Earl Grace era amiga pessoal de John Green, ele a conheceu em uma convenção de Harry Potter (De quem Esther era fã) e se tornaram amigos. Esther foi diagnosticada com câncer de Tireoide aos 12 anos e faleceu em 2010, com dezesseis anos. É bom deixar claro que Esther não é a nossa Hazel de A Culpa é das Estrelas (Resenha AQUI), mas John Green faz questão de dizer que sua amiga o ajudou muito em seu processo de escrita.
Minha amiga @crazycrayon (Esther) morreu em 2010. Ela tinha 16. Eu não teria escrito A Culpa é das Estrelas sem ela, mas ACEDE não é a história de Esther. 
No dia 03 de agosto, todos os Nerdfighters comemoram o Dia de Esther, o dia do aniversário da garota é comemorado - a pedido dela - como o dia de se dizer "eu te amo", mas não apenas de uma forma romântica, e sim para todos: amigos, família, conhecidos e etc. 

Editora Intrínseca lançou em janeiro o livro de Esther - A Estrela que Nunca vai se Apagar. Eu ainda não li, mas vi comentários ótimos do quanto o livro é lindo, emocionante e repleto de lições. Além das informações dos diários de Esther, o livro contém relato dos pais e amigos da garota. 
A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar - 448 páginas
 Ela me faz lembrar que uma vida curta também pode ser uma vida boa e rica, que é possível viver com depressão sem ser consumido por ela e que o sentido da vida está na união, na família e nas amizades que transcendem e sobrevivem a todo tipo de sofrimento." As palavras são do autor John Green, que era amigo de Esther e escreveu a introdução. A amizade dele com a adolescente foi tão intensa que a história dela serviu de inspiração para o aclamado A Culpa é das Estrelas, publicado pela Intrínseca em julho de 2012. Desde nova, Esther gostava de escrever cartas e diários, e, durante o tratamento contra o câncer, mantinha uma rede de amigos on-line - alguns deles membros da comunidade chamada Nerdfighteria, criada por John Green e seu irmão, Hank, em que jovens discutem sobre livros e ideias para tornar o mundo um lugar melhor. Os irmãos famosos postam regularmente vídeos no YouTube sobre assuntos variados, mas sempre pertinentes ao universo jovem. Quando estava muito debilitada, Esther realizou o desejo de passar um fim de semana na companhia dos amigos, e, com a ajuda da instituição sem fins lucrativos Make-A-Wish, ela, John e um grupo de adolescentes viveram momentos de descontração e emoção. O encontro aconteceu em Boston, em julho de 2010. Em agosto do mesmo ano, logo após seu 16º aniversário, Esther faleceu.
Quero muito ler esse livro, ACEDE mexeu tanto comigo, se tornou um livro mais do que especial na minha vida. Tenho certeza que A Estrela que Nunca vai se Apagar será ainda melhor.

A lista oficial de blogs participantes está logo abaixo, mas essa semana foi repleta de posts em diversos outros blogs, é só procurar. ;)

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1 de fevereiro de 2014

Assista ao trailer de A Culpa é das Estrelas!!!

Gente, gente, geeeeente! Como assim eu ainda não tinha visto o trailer de A Culpa é das Estrelas?? Vazou no domingo e eu só fui conferir hoje!!

O trailer está MARAVILHOSO e eu me acabei em lágrimas, imaginem quando eu realmente for assistir ao filme. Eu chorei litros quando li, chorei mais alguns litros quando contei a história para o meu marido e choro sempre que me lembro da trama. Tenso isso. 

Se eu tinha dúvidas de que o filme seria tão bom quanto o livro, esse trailer me deixou bem tranquila!

O filme é estrelado por Shailene Woodley e Ansel Elgort (atores lindos que serão irmãos no filme Divergente *-*). Infelizmente o filme só será lançado aqui em 15 de agosto, enquanto nos EUA estreia no dia 12 de junho. #injustiça. 

Se você ainda não leu o livro, CORRE! Tem resenha aqui. :)
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3 de setembro de 2012

A culpa é das estrelas - John Green

Autor: John Green           
Editora: Intrínseca
Número de páginas: 283
Avaliação: 
SinopseEm A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

O que vocês precisam saber sobre o enredo do livro é o que está na sinopse, tudo o que eu acrescentasse estragaria a leitura de vocês, pelo menos eu acho.
É muito difícil resenhar esse livro, tenho certeza que tudo o que eu escrever aqui não vai conseguir expressar realmente o que eu senti com essa leitura.
Hazel é uma personagem encantadora, ela sabe que sua doença não tem cura, ela tem consciência de que não viver tanto assim e ela sofre em saber o quanto sua família vai sentir quando ela se for. No entanto, apesar de pensar muito em sua morte, Hazel não fica se lamentando pelos cantos, ela é uma garota inteligente e divertida.
Tem um livro que ela costuma reler sempre, é o seu preferido. A forma como ela o descreve faz jus ao que eu senti lendo ACEDE:

"Meu livro favorito era, de longe, “Uma aflição imperial”, mas eu não gostava de falar dele. Às vezes, um livro enche você de um estranho fervor religioso, e você se convence de que esse mundo despedaçado só vai se tornar inteiro de novo a menos que, e até que, todos os seres humanos o leiam. E aí tem livros como “Uma aflição imperial”, do qual você não consegue falar – livros tão especiais e raros e seus que fazer propaganda da sua adoração por eles parece traição.”

Esse livro tem uma participação fundamental na trama, é através dele que muita coisa acontece. A história dá uma guinada quando Hazel começa a se relacionar com Augustus, um garoto lindo que ela conhece no grupo de apoio.
Augustus tem um sorriso encantador e está acompanhando seu melhor amigo Isaac no grupo de apoio. Gus (seu apelido) é sem dúvidas o meu personagem preferido, é como se todos os outros fossem coadjuvantes, e ele fosse a estrela da história.
O romance é doce, e vai acontecendo de forma gradual. Hazel não queria se relacionar com ninguém, ela queria evitar fazer mais pessoas sofrerem com a sua morte eminente. Mas, a gente não manda no coração não é mesmo?

“(...)Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.”

Eu estava preparada para me emocionar, eu já tinha um desfecho escrito em minha mente, comecei a leitura sabendo que ficaria triste com o final. Mas John Green me surpreendeu, mudou o roteiro que já estava pronto na minha cabeça, me deu uma rasteira e despedaçou o meu coração.
Esse foi o primeiro livro que li do autor, mas com certeza quero ler todos os outros. Me apaixonei perdidamente pela narrativa de John Green.
Nunca chorei tanto lendo um livro! Sou naturalmente emotiva, é fácil me emocionar com uma história bonita, mas ACEDE me desestabilizou, eu soluçava e simplesmente não consegui parar de chorar. Assustei até mesmo o meu marido, que achou que algo grave tivesse acontecido comigo.
Depois, quando fui contar a história para o meu marido (sou dessas, quando gosto do livro faço questão de contar em detalhes para o Diego, mesmo que ele não queira ouvir hehe), chorei de novo. E agora, escrevendo essa resenha, sinto vontade chorar novamente.
ACEDE é trágico e é triste, mas é ao mesmo tempo lindo, divertido e inspirador. Hazel e Gus (e também Isaac, que merece um destaque) são personagens tão reais, que sinto como se fossem meus amigos chegados. Essa história vai ficar martelando em minha cabeça por um bom tempo, me fazendo refletir.
Não sei se vocês vão sentir a mesma coisa, e nem sei se A culpa é das estrelas vai se tornar um favorito – como é o meu caso -, mas acredito que é uma leitura necessária.  Recomendo com toda a certeza do mundo
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Juliana Sutti