7 de novembro de 2012

21/12 - Dustin Thomason

Editora: Paralela (Companhia das Letras)
Autor: Dustin Thomason
Numero de páginas: 271
Avaliação:  

Gabriel Stanton é um conceituado médico, especialista em doenças priônicas. Ele trabalha no Centro Príon de Controle de Doenças, e tem se dedicado à pesquisas desde que o último caso da doença foi devidamente erradicado. No dia 11 de dezembro, ele recebe o telefonema da Dra. Thane, que afirma ter encontrado um novo caso da doença.

Apesar de inicialmente não acreditar, Stanton acaba decidindo averiguar de perto. O problema é que o paciente não fala inglês, e sim um estranho dialeto. Para descobrir alguma coisa eles vão precisar de um interprete.

Chel Manu trabalha no Getty Museaum, é especialista em linguística e apaixonada por seu trabalho. Certo dia Chel é surpreendida por um colega, que trabalha no mercado negro de antiguidades, com um valioso códex, original dos tempos Maias. Ela sabe que não deve se envolver com coisas ilegais, mas a sua curiosidade em traduzi-lo e descobrir os segredos ali existentes é maior. 

Os caminhos de Stanton e Chel acabam se cruzando quando ela é chamada para ser a interprete do paciente. Os sintomas da doença são terríveis: insônia, pânico e alucinações. E ao que tudo indica, a doença se espalha rapidamente, causando a morte em cerca de cinco dias.

É preciso correr contra ao tempo, descobrir a fonte da doença e exterminá-la, antes que se torne uma epidemia mundial. Chel constata que o valioso códex que tem em mãos pode conter a resposta que eles tanto procuram. Stanton e Chel precisam se unir, e desvendar esse mistério, antes do dia 21 de dezembro de 2012. 

Eu amo thrillers, e 21/12 tinha tudo para ser fantástico, mas infelizmente (para mim) foi apenas bom. A trama é envolvente já que o tema está tão em alta. Confesso que nunca me interessei em saber o que realmente os Maias previram para 21 de dezembro de 2012, só sabia que eles acreditavam no final do mundo. No entanto, com essa leitura pude ter uma boa noção. Só não posso afirmar que o que Dustin Thomason escreveu é fiel à verdadeira previsão. 

Os maias se referem a exterminação da raça humana, então nada mais contundente do que uma doença que se espalha rapidamente e não possui nenhuma esperança de cura. A corrida frenética de Stanton e Chel para encontrar uma resposta foi bem empolgante.

O que eu não gostei no livro, foi que o autor deu uma intensa ênfase na história e nas informações, deixando os personagens um pouco de lado. Eu não consegui me conectar com Chel e Stanton, não consegui torcer para que eles ficassem bem no final, eu só queria descobrir os segredos. Ficou clara a minuciosa pesquisa do autor.

Dustin Thomason faz questão de nos contar cada detalhe da cultura maia, mas eu me senti cansada em alguns trechos, eu queria que ele desse mais vida aos personagens, se aprofundasse na vida de cada um e no relacionamento entre eles. Em certo momento, os capítulos começam a ser intercalados com as traduções do códex, isso tornou o livro um pouco mais dinâmico, mas ainda assim não me agradou por completo.

O grande ponto positivo da trama é que ela é bem realística, foi fácil imaginar a situação descrita no livro acontecendo de verdade. E senti até mesmo uma pontadinha de pânico, gosto quando os livros me causam sensações importantes. O final foi bem diferente do que esperava, mas confesso que gostei de como ele fugiu do óbvio. 

A capa é linda e a revisão bem caprichada. Só que o uso de aspas, no lugar do travessão (nos diálogos) não me agrada, tenho a sensação de ler o livro sem pausas. Demorei um pouco para pegar o jeito. 

21/12 é um livro denso, bem escrito e que vale a pena a leitura, desde que o gênero te agrade. Eu esperava um pouco mais, talvez seja esse o motivo da minha leve frustração. Acredito que a trama tenha todos os ingredientes necessários para se tornar um filme (romance, aventura, suspense e um pouco de política), e vou torcer para que isso realmente aconteça. 

Beijos 

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Juliana Sutti