17 de fevereiro de 2012

A Dama da Ilha - Patricia Cabot

Autor: Patricia Cabot
Número de páginas: 318
Avaliação:
(Skoob


Doutor Reilly Stanton é um jovem Marquês que decidiu estudar e exercer a medicina. É um médico competente, mas sua ex-noiva não pensa assim. Decidido a provar para Christine seu valor ele aceita o emprego em Skye, uma pequena ilha escocesa de pescadores.
Chegando lá ele percebe que os moradores não necessitam realmente de um médico, eles têm a jovem Brenna Donnegal para isso. Brenna definitivamente não é uma garota comum, além de exercer o oficio da medicina - aprendido com seu pai, o antigo médico oficial - ela usa calças, cavalga com uma perna de cada lado e ainda por cima bebe uísque no gargalo. 
A verdade é que Reilly foi contratado pelo Lorde Glendenning - que intenciona se casar com a jovem, para que convencesse Brenna a desistir da medicina e aceitar o casamento, no entanto, essa nem de longe é a intenção da garota. Ela está decidida a ajudar a população a se ver livre de um mal que os assola em todos os verões, a cólera. 
Reilly se vê então encantado por Brenna, e fará de tudo para conquistar a garota de cabelos vermelhos e temperamento explosivo.

Patricia Cabot - para quem ainda não sabe - é na verdade Meg Cabot, ela utiliza esse pseudônimo para diferenciar seus livros juvenis dos adultos. Eu amo seus livros sob esse pseudônimo e já resenhei alguns aqui.
A Dama da Ilha é um livro romântico e muito divertido, mantém aquela fórmula já bem conhecida e característica de Cabot: jovem a frente de seu tempo que quer mostrar que não é apenas um belo rostinho.
Brenna é uma personagem marcante, ela tem um foco e não se desvia dele por nada. Vai fazer de tudo para provar seu ponto de vista e salvar a população.
Reilly é além de lindo, doce e decidido. Os dois personagens demonstram uma química irresistível.

"O doutor Stanton era uma visão mais do que agradável, com o corpo musculoso, mas delgado, e os ombros largos e firmes, pra não falar dos olhos negros e do riso fácil."
É uma delicia ver que a disputa pelo posto oficial de médico da ilha vai se transformando em um romance. As cenas entre os dois ora são engraçadíssimas ora são de tirar o fôlego.
Os personagens secundários são maravilhosos, acrescentam ainda mais diversão e emoção a trama, eu gostei muito do pequeno Hamish, um garotinho pra lá de inteligente.
Nos romances de Patricia Cabot não existe realmente vilões, existem pessoas normais e verdadeiras, o que torna Lorde Glendenning um personagem muito interessante, que me rendeu boas risadas. E por falar em risadas, a leitura me proporcionou diversas.

"Reilly observou a direção do dedo não muito limpo do conde e teve uma visão que fez seu sangue esfriar, o que não seria dificil pois ele mesmo estava congelado. O coração de Reilly disparou, porque ele tinha certeza de que a figura carregava na mão uma foice grande.
Meu Deus, ele pensou. Estou vendo a Morte de frente!" 

A narrativa é leve e de fácil compreensão. A intenção de Cabot é nos entreter, divertir e fazer suspirar, e isso ela faz divinamente. Leitura mais do que recomendada!
Bom lembrar que o livro contém cenas mais sensuais, então não indico para leitores muito jovens (sim, sou careta :P).

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Juliana Sutti