Editora: Sextante
Autor: Anne Fortier
Número de páginas: 444
"Duas famílias, uma antiga maldição, um amor quase impossível..."
Julie Jacobs é uma jovem reservada, leciona para crianças e
não tem uma vida social muito ativa. Foi criada pela tia-avó Rose desde os 3 anos, juntamente com sua
irmã gêmea Janice, com que
não tem um relacionamento muito bom. As duas nasceram em Siena, na Itália, mas
depois da morte precoce de seus pais passaram a morar nos Estados Unidos.
Engajada em uma peça teatral infantil de Shakespere, "Romeu e
Julieta", que ela conhece de cor, Julie é surpreendida por Umberto, o jardineiro de sua
tia há anos e grande amigo e confidente de Julie. As noticias são as
piores possíveis, sua querida tia Rose acaba de falecer. E para piorar
ainda mais a situação, Julie não herda nada, quem fica com a casa e todos os
bens é Janice.
Desolada e
se acabando em lágrimas, Julie acha que é mesmo azarada, mas quando Umberto lhe
entrega uma carta de tia Rose, destinada somente a ela, ela descobre que seu
nome na verdade é Giulietta
Tolomei, e que de acordo com sua tia, existe um tesouro
familiar importantíssimo e de grande valor em Siena, e cabe a Julie achá-lo.
Sem ter nada
a perder Julie parte para Siena, a fim de descobrir os segredos que sua família
reserva. Chegando lá, tudo o que Julie encontra é uma antiga caixa de sua mãe
repleta de papéis velhos, uma edição antiga de Romeu e Julieta de Shakespeare e
um diário de um famoso pintor italiano, Maestro
Ambrogio. Absorta na leitura do diário, Julie constata que o pintor narra
ali, a história de sua antepassada Giuletta
Tolomei, que teve um fim trágico junto de seu amante Romeo Marescotti, devido ao
intenso ódio e guerra entre as famílias Tolomei e Salimbeni, e que essas mortes
acarretaram em uma terrível maldição que ainda assombra as famílias
envolvidas.
Julie se vê
então em meio a grandes mistérios, e passa por vários perigos. Contando apenas
com a sua sorte e a ajuda de algumas pessoas como Alessandro, Eva Maria, Maestro Lippi e até mesmo sua irmã Janice. Porém nem
sempre somos o que dizemos ser, e é melhor confiar, desconfiando.
***
"Pelo
nome, não sei dizer quem eu sou. Meu nome, cara santa, me traz ódio."
Eu demorei
um pouco para gostar de verdade deste livro, no começo eu me irritei com o
relacionamento de Julie e Janice,
cheio de birrinhas e coisas mesquinhas, ai percebi que
Julie é uma sonsa. Fiquei confusa porque o
livro mostra que grande parte do que conhecemos como a história de
Romeu e Julieta não é a verdade (mas foi uma confusão por pouco tempo, depois
eu entendi tudo).
Eu comecei a
gostar mesmo do livro a partir da metade, quando as coisas realmente
acontecem. Quem narra o livro é Julie, (Ai já viu né? Não gostei muito da
personagem) e é intercalado com a narração do diário do pintor Maestro
Ambrogio. Então ora estamos na época de hoje com Julie, ora estamos em 1340,
quando a história narrada pelo pintor acontece. Isso para mim foi bem
legal.
O livro é
cheio de reviravoltas, eu fiquei de boca aberta em algumas partes, alguns fatos
eu nem desconfiei. Tem uma pegada bem Dan Brown, que é um autor que eu amo! A
minha personagem preferida sem duvidas é Janice, ainda bem que ela existe! Suas
tiradas são ótimas e seu humor bem ácido!
"-
Diga-me Janice, como é que eles enfiam isso tudo ai dentro? Pelo umbigo?
Diga-me
Julie - imitou minha irmã - Como é não ter nada enfiado ai? Nunca!"
Os outros
personagens também me agradaram, (com exceção talvez de Julie). Gostei do
final, mesmo que eu ache que ficaram algumas pontas soltas, (nada grave) e pelo
que sei o livro não tem sequência. Por ser um romance histórico fiquei com
receio de que fosse maçante, mas não foi assim, a leitura fluiu muito bem.
Cada início
de capítulo contém uma citação, relacionada ao que ira se
tratar. Os capítulos são relativamente curtos, a diagramação e
revisão são ótimas! Indico para quem quer um pouco de suspense, aventura,
romance e intrigas tudo num mesmo livro. ;)


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