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23 de novembro de 2021

A Vida Invisível de Addie LaRue, de V.E. Schwab

 


Título original: The Invisible Life of Addie LaRue
Autor: V.E. Schawb

Editora: Galera Record

Número de páginas: 504

⭐️⁣⭐️⭐️⭐️⭐️

Compre o livro


Sinopse: Uma vida que ninguém irá se lembrar. Uma história que nunca esquecerás. França, 1714: Quando Addie LaRue faz um pacto com o diabo, ela troca sua alma pela imortalidade. Mas sempre há um preço: ela é amaldiçoada a ser esquecida por todos. Assim se inicia a extraordinária vida de Addie, e uma aventura deslumbrante que a leva através de séculos e continentes, através da história e da arte, enquanto uma jovem mulher aprende até onde irá para deixar a sua marca no mundo. Sua única companhia nessa jornada é o diabo de olhos verdes, que a visita todos os anos no dia do aniversário do pacto. Sozinha no mundo, Addie não tem escolha a não ser confrontá-lo, compreendê-lo, talvez vencê-lo. Mas tudo muda quando, após quase 300 anos, ela encontra um garoto em uma livraria de segunda mão em Manhattan, e ele se lembra dela. De repente, de volta a uma vida real e normal, Addie percebe que não pode escapar do seu destino para sempre.



Se existe um livro, onde não saberei me explicar em palavras o que foi a sua leitura, esse livro é A vida invisível de Addie LaRue. Meu primeiro contato com a escrita de V.E. Schwab não poderia ter sido mais especial.

 

Adeline LaRue vive na França, em 1700 e está prestes a ser obrigada a desistir de sua liberdade, e de todos os seus sonhos. Desesperada ela foge para a floresta, e acaba fazendo um pacto com a escuridão em troca de sua imortalidade (e liberdade). Mas tudo tem um preço, e o de Adeline é ser esquecida por todos, num piscar de olhos. Uma virada de costas, e sua existência é totalmente banida.

Addie é imortal, mas absolutamente ninguém – a não ser o deus da escuridão -, é capaz de reconhecê-la. Ela então vai vivendo sua vida solitária, tentando ao máximo deixar sua marca na história. Até que 300 anos depois, ela conhece alguém capaz de se lembrar dela.

 

Livros, ela descobriu, são uma maneira de viver milhares de vidas - ou de encontrar forças para aguentar uma vida muito longa.”

 

 

Antes de iniciar a leitura, acabei lendo uma resenha, extremamente negativa, onde a pessoa dava apenas uma estrela. O que ia contra tudo o que eu tinha visto sobre até então. Nem preciso dizer que a curiosidade falou ainda mais alto. Fico imensamente feliz por ter decidido por essa leitura.



A Vida Invisível de Addie LaRue tem uma das narrativas mais bonitas que já li! Poética, melancólica, artística e arrebatadora. Existe uma transição nos capítulos, entre os primeiros anos de imortalidade e seu presente, trezentos anos depois, em Nova York. Vamos entendendo e visualizando cada detalhe da vida imortal de Addie, como ela se adaptou e como não enlouqueceu vivendo sozinha por tanto tempo.

 

Addie não tinha idéia do que poderia acontecer quando fez o pacto, num momento de absoluto pânico e desespero ela não se lembrou dos conselhos que sempre lhe foram dados sobre o deus da escuridão. Sua vida é imediatamente apagada, sem que ela tenha a chance de se despedir de sua família, ou planejar o que fazer em seguida. Nos capítulos onde vemos o passado de Addie, observamos o desespero e o terror em que ela se encontra, sentimos sua tristeza de forma palpável. Nos capítulos onde acompanhamos o presente, temos uma Addie cansada, mas madura e ciente do que pode ou não fazer.  

Ao longo desses 300 anos, Addie tem diversos relacionamentos. As pessoas se esquecem dela assim que fecham os olhos, mas ela guarda consigo todas as lembranças e aprendizados. Ela aprende também a deixar seu legado através da arte, da literatura, da música. Simplesmente brilhante.

 

Quando ela enfim conhece alguém capaz de reconhecê-la, Addie sente um fio de esperança. Ela finalmente será capaz de dividir sua história e sua maldição?

Não vou dizer nada sobre o personagem que reconhece Addie, pois o mistério sobre quem ele é, e o motivo de se lembrar dela, são essenciais para o desenvolvimento e conclusão da obra.

 

Luc, o deu da escuridão, é o único capaz de interagir e acompanhar Addie durante toda a sua existência. E, a cada o capitulo vai se tornando mais e mais importante. A construção dos personagens é primorosa, eles são repletos de camadas e de vivências. Eu queria saber mais sobre todos eles, e cada qual teve seu impacto sobre a minha vida. 

 

A Vida Invisível de Addie LaRue é um livro denso, que me fez refletir durante toda a sua leitura. Ao mesmo tempo em que fala sobre uma imortalidade e sobre a busca de Adie por deixar um legado, ele também fala sobre a finitude da vida. Sobre o viver intensamente o agora, valorizando cada pequeno detalhe, antes que seja tarde demais.

 

“O que é uma pessoa, se não as marcas que ela deixa?”

 

Terminei a leitura encantada, e impactada. Não se trata de uma obra sem falhas, mas ainda assim considero uma experiência impecável. Uma história que dificilmente será esquecida por mim. Aqui, Addie LaRue com certeza conseguiu deixar sua marca. Recomendo muito.

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26 de novembro de 2014

Santuário - Meg Cabot


Desaparecidos # 4
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera
Número de páginas: 255 | Skoob
Avaliação: 

Santuário é o quarto volume da série  "Desaparecidos". Se você ainda não leu os livros anteriores, pule essa resenha para evitar spoilers
Jess Mastriani , conhecida como a Garota Relâmpago, é capaz de encontrar pessoas desaparecidas, mas seus poderes não serão suficientes dessa vez.
Quando atos de vandalismo começam a ocorrer e seu vizinho é encontrado morto em circunstâncias muito violentas em um milharal, ela se vê no meio de um plano muito perigoso. Jess terá que engolir o orgulho e juntar forças com o FBI para entrar no santuário de arruaceiros capazes de cometer as maiores atrocidades em nome de seus preconceitos.

AMO essa série, me divirto demais com o jeitinho doido da Jessica, e dessa vez a garota está metida em um problema ainda maior.

Sua cidade é um tanto quanto preconceituosa, visto a diferença que os habitantes fazem entre os "urbanos" e os "caipiras", não que ela se incomode muito com isso já que Rob, seu namorado, é um caipira. O relacionamento dos dois não anda dos melhores, mas Jess encontra problemas mais urgentes, quando seu vizinho Nate aparece morto, com um estranho símbolo no peito.

Jess fica incomodada, já que ela acredita que se tivesse dado a devida importância, talvez tivesse encontrado Nate antes que ele fosse assassinado. Outros atos de vandalismo começam a acontecer e então a polícia percebe que tudo pode estar interligado. Quando mais uma criança desaparece, Jess decide que não pode mais deixar para lá, mesmo que tenha que lidar com Cyrus Krants, o odioso agente do FBI que faz de tudo para recrutá-la, ainda que ela insista para ele que não possui mais nenhum poder.

Essa foi uma das aventuras mais loucas de Jess, com a maior quantidade de coisas um tanto quanto surreais. A narrativa em primeira pessoa continua sendo o ponto alto da história, pois nos sentimos participantes da ação, Jess fala diretamente com o leitor. Meg Cabot é mestre nesse tipo de narrativa, e o fato de a personagem ser corajosa, bem-humorada e impulsiva ajuda ainda mais. Eu dou altas gargalhadas com ela.

“Que-quem é você?” Seth perguntou, hesitante. “O q- o que você quer?
De que outra forma eu poderia responder? As palavras saíram da minha boca antes que eu pudesse pará-las. Quer dizer, eu vi esse filme somente umas dezessete vezes. “Eu sou Luke Skywalker,” eu disse. “E estou aqui para te resgatar.”


Douglas, o irmão um tanto diferente de Jess, tem uma participação maior nesse livro, e eu gostei bastante disso. A inclusão da tia-avó Rose na história foi uma sacada genial, a mulher é completamente insuportável e tira todo mundo do sério! Apesar de alguns desentendimentos Rob continua sendo fofo demais, e o melhor parceiro para Jess, ele está pronto para ajudá-la sempre, não importam as circunstâncias. Existem alguns pequenos furos, detalhes que eu não gostei muito, por isso o livro não leva as cinco estrelas, mas nada que atrapalhe a leitura.

O tema da vez é o preconceito, a história praticamente gira em torno disso, mostrando o que uma mente extremamente preconceituosa pode fazer. Terminei o livro mais uma vez impressionada com a criatividade de Meg Cabot, ela vai tecendo uma história ágil, coerente, divertida e com uma mensagem. Tudo isso em apenas 255 páginas. O final foi ótimo e já estou MUITO ansiosa para saber o que acontece no quinto (e último) livro da série - Missing You.

Desaparecidos é uma série deliciosa, e uma das minhas preferidas do gênero (A Mediadora ainda é a minha queridinha). Recomendo com certeza!


Série Desaparecidos (1-800 Vanished) de Meg Cabot
1. Quando cai o raio (Título original: When lightning strikes)
2. Codinome Cassandra (Code name Cassandra)
3. Esconderijo perfeito (Safe house)
4. Santuário (Sanctuary)
5. Missing you (ainda não lançado no Brasil).
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14 de novembro de 2014

A desconstrução de Mara Dyer - Michelle Hodkin

A resenha de hoje é de um livro apenas sensacional, que me deixou com calafrios! A Desconstrução de Mara Dyer superou todas as minhas expectativas e ganhou um espaço mais do que especial na minha estante.

Mara Dyer #1
Autor: Michelle Hodkin 
Editora: Galera || Skoob
Número de páginas: 378
Avaliação: 
Um grupo de amigos… Uma tábua ouija… Um presságio de morte. Mara Dyer não estava interessada em mensagens do além. Mas para não estragar a diversão da melhor amiga justo em seu aniversário ela decide embarcar na brincadeira. Apenas para receber um recado de sangue. Parecia uma simples piada de mau gosto… até que todos os presentes com exceção de Mara morrem no desabamento de um velho sanatório abandonado. O que o grupo estaria fazendo em um prédio condenado? A resposta parece estar perdida na mente perturbada de Mara. Mas depois de sobreviver à traumática experiência é natural que a menina se proteja com uma amnésia seletiva. Afinal, ela perdeu a melhor amiga, o namorado e a irmã do rapaz. Para ajudá-la a superar o trauma a família decide mudar para uma nova cidade, um novo começo. Todos estão empenhados em esquecer. E Mara só quer lembrar. Ainda mais com as alucinações – ou seriam premonições? – Os corpos e o véu entre realidade, pesadelo e sanidade se esgarçando dia a dia. Ela precisa entender o que houve para ter uma chance de impedir a loucura de tomá-la…

Eu li esse livro de tanto ouvir a mesma pergunta "Como você ainda não leu Mara Dyer?". Pois é, a pressão foi grande e eu cedi. E olha, agradeço MUITO a todos que ficaram lotando minha caixa de entrada com pedidos da resenha desse livro! Estou completamente apaixonada por essa história. 

A garota no espelho sorriu. Mas ela não era eu.”

Mara Dyer tem dezesseis anos e quando acorda em um leito de hospital, não tem a menor ideia de por que está ali. Por mais que tente, ela não consegue se lembrar do que aconteceu anteriormente, do desastre que resultou na morte de sua melhor amiga Rachel, de seu namorado Jude e da irmã dele, Claire. Desastre onde Mara foi a única sobrevivente. A última lembrança de Mara é da festa de aniversário de Rachel e da brincadeira, que ela não queria, com a tábua de ouija

Para que a garota consiga se recuperar do trauma e ficar longe do julgamento das pessoas, seus pais decidem se mudar de cidade. Ela parte então para Flórida, junto com seus pais e seus irmãos Joseph e Daniel, na esperança de conseguir se lembrar de tudo. O problema é que as coisas não melhoram, Mara não sabe mais o que é realidade ou o que é fruto de sua imaginação perturbada, e enquanto Mara Dyer tenta entender o que está acontecendo, mas mortes vão acontecendo.

Quem narra a trama é a própria Mara Dyer, que, vejam bem, está levemente perturbada. Isso deixa tudo ainda melhor, pois como confiar na mente de Mara, quando nem ela mesma confia? O nó na minha cabeça foi constante! O que é verdade? O que é imaginação? O que realmente tem de errado com essa garota? Daria um filme sensacional, continuo torcendo para que os direitos dessa trilogia sejam vendidos e transformados em filme nas mãos de um diretor competente.

Na nova escola Mara conhece Noah, um bad boy encantador que vai mexer com as emoções de Mara. E, Noah não é apenas isso, ele também tem um segredo, ele é muito mais do que gosta de demonstrar. Amei o relacionamento dos dois, e principalmente o fato de que o romance não é mimizento e nem de longe é o foco principal da trama (apesar de ser essencial para o decorrer da história).

- Não há nada que ninguém possa fazer para consertar isso - eu disse baixinho. Finalmente. Mas então Noah se voltou para mim. O rosto estava anormalmente aberto e sincero, mas os olhos eram desafiadores ao encararem os meus. Minha pulsação disparou sem meu consentimento.- Me deixe tentar.

Michelle Hodkin escreve MUITO bem, não há como negar. Seus personagens são tão intensos e bem construídos que me sinto próxima de todos eles. Mara se tornou uma das minhas heroínas (será?) favoritas, tão bom uma protagonista que não fica de frescura. Destaque também para Noah (é claro) e para a família de Mara, principalmente seus dois irmãos. É lógico que existem clichês, qual livro YA não os tem né? Mas perto da intensidade da história, isso não fez a menor diferença. 

A angustia de Mara Dyer é tão real, tão pulsante, que olha, fica difícil largar o livro depois de começar a leitura! Sem contar que a autora termina os capítulos com cliffhangers sensacionais. O final do livro foi um grande W.T.F? Fiquei um bom tempo parada olhando para o Kindle, tentando digerir aquela informação enlouquecedora. E em seguida, comecei o segundo livro.

Tenho um milhão de teorias sobre a história, e acho que a maioria das coisas é tudo fruto da mente insana de Mara, estou roendo as unhas para ter o último livro em mãos e saber se minhas teorias tem algum sentido! =D

Rachaduras apareceram nas paredes da sala de aula conforme umas vinte cabeças se voltaram na minha direção. As fissuras disparam para cima, cada vez mais altas, até que o teto começou a desabar. Minha garganta ficou seca. Ninguém disse nada, muito embora a sala estivesse coberta de poeira, muito embora eu achasse que fosse sufocar.

Recomendo com toda a certeza! Se você ainda não leu, LEIA o quanto antesA Desconstrução de Mara Dyer é um livro rápido, ágil, envolvente e arrepiante (para mim foi gente, juro que fiquei com medinho). Não posso falar nada do trabalho gráfico, porque li em e-book, mas adorei que a editora manteve a capa original! 

O segundo livro da trilogia - A Evolução de Mara Dyer - já foi lançado pela Galera, e a resenha sai em breve aqui no blog!

Série Mara Dyer
1- A Desconstrução de Mara Dyer (2013);
2- A Evolução de Mara Dyer (2014);
3- The Retribution of Mara Dyer.
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12 de novembro de 2014

Promoção: Cidade do Fogo Celestial

Oi gente! Tudo bem com vocês?
Hoje trago o sorteio de um livro que eu AMEI: Cidade do Fogo Celestial. Esse é o final de uma das minhas séries favoritas, Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare. Se você ainda não leu nada dessa série, corre para ler, é muito boa!
Boa sorte a todos!

Informações Importantes:
1- Para participar é necessário ter endereço de entrega no Brasil.
2- Se inscrever utilizando o formulário Rafflecopter abaixo. (Dúvida? Entre em contato ou leia esse tutorial bem bacana no Icult Gen)
3. A promoção é válida até o dia 30/11/2014. O resultado sai no dia seguinte e o livro será enviado diretamente pela editora.
4. O ganhador tem 48 horas para responder o e-mail, do contrário um novo sorteio será feito.

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29 de outubro de 2014

Cidade do Fogo Celestial - Cassandra Clare

Os Instrumentos Mortais #6
Autor: Cassandra Clare
Editora: Galera
Número de páginas: 534
Avaliação: 
ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais. |Skoob|
Acabou... =')

Minhas expectativas para esse livro estavam baixas, eu não tinha amado os dois últimos livros - Cidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas - mas, para a minha completa alegria eu simplesmente AMEI a conclusão dessa série que eu gosto tanto! Ainda assim a trilogia As Peças Infernais continuam sendo minha preferida. 
E por falar em As Peças Infernais, aconselho que a trilogia seja lida antes desse volume final, porque apesar de serem séries distintas, muitos personagens vão aparecer por aqui, e tudo fica muito mais intenso quando você já os conhece - e AMA. 

Agora vamos ao que interessa, se você não leu os livros anteriores, pule essa resenha para evitar spoilers. :)

Em Cidade do Fogo Celestial a coisa está fervendo. Jace finalmente foi separado da ligação infernal que tinha com Sebastian, mas agora carrega o fogo celestial nas veias, e não sabe bem como utilizá-lo. Sebastian Morgenstern continua completamente louco e está invadindo os Institutos e transformando os Caçadores de Sombras em Crepusculares, através do Cálice Infernal. Dessa forma ele está criando um exercito sombrio e muito difícil de combater.

Os Caçadores de Sombras então se reúnem em Idris, na tentativa de se defender e descobrir uma maneira de parar Sebastian, mas nem mesmo as torres demoníacas parecem conseguir protegê-los. O caos está instalado.
Quando uma grande traição acontece, Clary, Jace, Simon, Alec e Isabelle irão fazer de tudo para salvar aqueles que amam e impedir que Sebastian destrua o mundo em que vivem, nem que para isso tenham que mergulhar em um reino demoníaco, de onde nenhum outro ser humano jamais retornou.

Ave Atque Vale - Saudações & Adeus

Cassandra Clare derrubou todos os forninhos com esse livro. Sério.
Eu tive todas as sensações possíveis durante a leitura: Raiva, indignação, tédio, tristeza, surpresa e amor. Para mim, a autora fechou com chave de ouro, finalizando com maestria a história de todos os personagens (seja de maneira feliz ou não) e introduzindo lindamente os personagens da nova trilogia que se passará no mesmo mundo (The Dark Artifices). Estou mais do que satisfeita.

Heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis. 

Jace e Clary amadureceram muito, mas continuam querendo salvar o mundo sozinhos. Fiquei irritada com algumas situações, é claro, não seria eu se isso não acontecesse. Algumas resoluções foram muito simples, tipo "sério?", mas mesmo assim não tirou o brilhantismo da trama. O livro tem clichês? Tem sim, vários. Mas eu sou aquela que ama clichês, desde que eles sejam bem utilizados.

Se eu não gostava muito do Simon nos dois primeiros livros, posso afirmar que nos últimos três ele tem me agradado muito, praticamente se tornando meu personagem preferido. Alec também se mostrou essencial, confesso que nunca dei muita bola para ele, acho que Magnus o ofuscava um pouco, mas gostei da forma como Cassandra Clare desenvolveu sua história.

Porque o mundo não é dividido entre especiais e comuns. Todos têm potencial para serem extraordinários.

Falando em Magnus, seu carisma é surpreendente, e eu fiquei o tempo todo torcendo para que ele fosse feliz, finalmente. Emma e Julian são dois dos personagens novos, mas já dá para imaginar que a nova trilogia vá ser ainda melhor, estou bem empolgada. E estou ansiosa também para ler o conto do Simon também.

Existem coisas que queremos, por baixo do que sabemos, por baixo até mesmo do que sentimos. Existem coisas que nossas almas desejam, e a minha deseja você. – Simon para Isabelle  

Muita coisa boa vem por aí, e eu não me canso da Cassandra Clare. Como se cansar de uma autora que sempre se reinventa sempre? Pelo menos é assim para mim. A construção dos personagens é sempre ótima, existem facetas ocultas, segredos que podem mudar tudo em uma piscar de olhos e tudo o mais. O que dizer da mente psicótica de Sebastian? Tão intrincada e brilhante? Tão intenso que acabei gostando demais do vilão e até mesmo entendendo um pouco a sua insanidade.

Eu já disse que amei o final né? Meu coração foi partido em mil pedacinhos, e então o epílogo chegou, e gente, que epílogo fantástico, sei que alguns não vão gostar muito, faz parte. Mas eu amei e não consegui parar de pensar na história depois de ler a última página, e de pensar o quão bom seria se existisse um filme desse livro, mas um filme decente claro! Seria incrível.

Não tem como entrar em maiores detalhes, pois seriam spoilers arrasadores, então vou apenas dizer que vale MUITO a pena, e por favor, se você gosta de aventura e fantasia, não deixe de ler.

Se aquilo era paz e vitória, pensou Emma, talvez guerra e luta fossem melhores, afinal.
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Juliana Sutti