Lançamento: 2014
Direção: Ken Scott
Elenco: Vince Vaughn, Chris Pratt, Cobie Smulders
Gênero: Comédia
Sinopse: Um homem de meia idade (Vince Vaughn) descobre ter sido pai de 533 crianças, através da doação de esperma. Ele passa a enfrentar problemas quando algumas dezenas destas crianças, já crescidas, passam a sentir a enorme necessidade de conhecer quem é seu pai biológico.
Desde de quando vi o trailer de De Repente Pai fiquei interessada pelo filme porque, querendo ou não, a premissa é muito inusitada e capaz de render um filme muito bem humorado. E preciso confessar que fui surpreendida, não só por ter gostado, mas principalmente por não ser uma comédia escrachada como aparenta, é, também, uma estória muito humana.
David Wozniac (Vince Vaughn) é um entregador de carne para o negócio de sua família e não tem nada de especial na vida, luta para pagar suas dívidas e manter sua namorada mesmo com todas as suas burradas. Até um dia quando um advogado aparece em sua casa e diz que ele possuí 533 filhos, frutos de centenas de doações de esperma que fez quando era mais novo. E, para piorar, uma grande parte deles querem conhecer o pai.
O filme começa como uma grande comédia clichê e quase escrachada, mas foi inusitado, para mim, o caminho seguido pelo filme. Em nenhum momento De Repente Pai perde o fundo de comédia, não é aquele tipo de filme que te faz rolar de rir, mas sim aquele que consegue arrancar vários sorrisos e risadas. Mas que, ao mesmo tempo, toma um rumo mais humano e sentimental. Não vou dizer que é uma estória profunda ou extremamente emocionante, mas sim que tem uma certa beleza, passando um mensagem muito bonita. Gosto também da maneira que seus personagens crescem juntamente com a estória.
O Vince Vaughn é um bom ator e tem um timming muito bom para a comédia, mas, apesar de cumprir muito bem seu papel, David Wozniac, o seu personagem, não tem nada de único, ou muito especial. Você acaba gostando dele e simpatizando com a sua situação, mas nada mais além disso.
Um grande destaque do filme, para mim, é o Chris Pratt, eu gostei muito da sua atuação e do seu papel, em toda cena que aparecia ele roubava as atenções e apesar de fazer uma personagem um tanto quanto caricato ele realmente me ganhou.
Gostei muito da maneira com que fomos apresentados a alguns dos filhos do David, apesar de cada um ter pouco tempo em tela, o diretor conseguiu fazer com que o telespectador se interessasse por suas estórias e por qual rumo eles tomariam dali para frente. Foi uma sacada inteligente para fazer com que quem estivesse assistindo se relacionasse com o filme.
Eu não esperava gostar tanto de De Repente Pai e muito menos o rumo decidido para a estória. É um filme gostoso de assistir e que balanceia a comédia com momentos mais leves e até - por que não? - tocantes. Recomendo muito para quem gosta do gênero.


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