8 de março de 2013

O Príncipe da Névoa - Carlos Ruiz Zafón

Trilogia da Névoa #1
Autor: Carlos Ruiz Zafón                       
Editora: Suma de Letras 
Número de páginas: 180
Avaliação:  

O Príncipe da Névoa foi o primeiro livro escrito por Zafón, publicado originalmente em 1993. Assim como Marina (amei esse livro), é direcionado ao público "infantojuvenil", mas pode com certeza ser apreciado por todas as idades!

O ano é 1943, a família Carter acaba de se mudar, a fim de respirar novos ares e fugir da guerra. Eles se instalam numa charmosa casinha em uma cidade litorânea, mas a residência já carrega muitas histórias. A casa era propriedade dos Fleischmann, um casal que perdeu o filho vítima de afogamento. Após a morte do pequeno Jacob, a família se desestruturou e deixou de viver ali. 

Max tem 13 anos, é o filho do meio e o único garoto. Ele é um garoto esperto e curioso, e logo no primeiro dia descobre aos fundos da casa, um estranho jardim de estátuas circenses. As coisas se tornam ainda mais estranhas quando Alicia - a irmã mais velha de Max - revela ter tido sonhos perturbadores, com uma das estátuas do jardim, um palhaço de aparência sinistra e Irina (a caçula) fica cada vez mais ligada a um gato sinistro, de profundos olhos amarelos

Quando sai para conhecer a cidade, Max conhece Roland, um garoto um pouco mais velho que lhe conta sobre os restos de um barco, naufragado há muitos anos após uma forte tempestade. Todos os tripulantes faleceram, com exceção de um homem, o velho engenheiro que construiu o farol da cidade. Movido pela sua imensa curiosidade e pela necessidade de entender a ligação entre as estátuas, o naufrágio e a morte do garoto Fleischmann, Max começa uma delicada investigação, com a ajuda de Alicia e Roland. No entanto, quanto mais eles conhecem da história, mais ele se se embrenha em uma perigosa trama, que poderá não ter mais volta.

"Muitos anos haveriam de se passar antes que Max esquecesse o verão em que, quase por acaso, descobriu a magia."

O Príncipe da Névoa tem apenas 180 páginas, mas elas são suficientes para que uma história incrível seja contada. Carlos Ruiz Zafón tem uma narrativa simples, e carregada de poesia e suspense, é difícil não sentir pelo menos uma pontadinha de medo. O fato de existirem palhaços, nem tão divertidos assim, tornou a história ainda mais apavorante para mim. Eu até gosto de palhaços, mas com muita ressalva depois do filme It: Uma obra prima do medo. >.<

Em poucas páginas, Zafón nos conta a história de vários personagens, interliga todas elas, nos apresenta um vilão assustador e ainda tem tempo para deslanchar um romance de verão. Tudo com maestria. Eu queria muito desvendar todos os mistérios, fiquei extremamente envolvida com a trama. As explicações a cerca do Príncipe da Névoa são ótimas, e essa pitada de magia e sobrenatural me agradou bastante.

O livro é narrado em terceira pessoa, mas o foco em Max faz com que possamos realmente nos sentir como ele. Por mais surreal que a história seja, Zafón consegue torná-la crível, o que não seria nada fácil. 

Este é o primeiro livro de uma trilogia, mas não sei dizer ao certo se existe a necessidade de lê-los na sequência correta (imagino que sim). O segundo livro - O palácio da meia-noite - tem previsão de lançamento para junho ou julho, e estou MUITO animada com isso.

Gostei bastante da edição da Suma, a capa está linda e a revisão também. A tradução conseguiu manter a beleza da narrativa de Zafón, e isso é um ponto muito importante. O único detalhe que me desagradou é que o livro é em um formato um pouco menor do que os outros lançados pela editora, não fica simétrico na estante (frescura, eu sei). Se você ainda não conhece a escrita de Záfon, não perca tempo, leia agora!

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Juliana Sutti