Trilogia da Névoa #1
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Número de páginas: 180
Avaliação: 









(Skoob)
O Príncipe da Névoa foi o primeiro livro escrito por Zafón, publicado originalmente em 1993. Assim como Marina (amei esse livro), é direcionado ao público "infantojuvenil", mas pode com certeza ser apreciado por todas as idades!
O
ano é 1943, a família Carter acaba de se mudar, a fim de respirar novos ares e
fugir da guerra. Eles se instalam numa charmosa casinha em uma cidade litorânea, mas a residência já carrega muitas histórias. A
casa era propriedade dos Fleischmann, um casal que perdeu o filho vítima de afogamento.
Após a morte do pequeno Jacob, a família se
desestruturou e deixou de viver ali.
Max
tem 13 anos, é o filho do meio e o único garoto. Ele é um garoto esperto e
curioso, e logo no primeiro dia descobre aos fundos da casa, um estranho jardim
de estátuas circenses. As coisas se tornam ainda mais estranhas quando Alicia -
a irmã mais velha de Max - revela ter tido sonhos perturbadores, com uma das estátuas do jardim, um palhaço de
aparência sinistra e Irina (a caçula) fica cada vez mais ligada a um gato
sinistro, de profundos olhos amarelos.
Quando
sai para conhecer a cidade, Max conhece Roland, um garoto um pouco mais velho
que lhe conta sobre os restos de um barco, naufragado há muitos anos após uma
forte tempestade. Todos os tripulantes faleceram, com exceção de um homem, o velho
engenheiro que construiu o farol da cidade. Movido pela sua imensa curiosidade
e pela necessidade de entender a ligação entre as estátuas, o naufrágio e a
morte do garoto Fleischmann, Max começa uma delicada investigação, com a ajuda
de Alicia e Roland. No entanto, quanto mais eles conhecem da história, mais ele
se se embrenha em uma perigosa trama, que poderá não ter mais volta.
"Muitos anos haveriam de se passar antes que
Max esquecesse o verão em que, quase por acaso, descobriu a magia."
O
Príncipe da Névoa tem apenas 180 páginas, mas elas são suficientes para que uma
história incrível seja contada. Carlos Ruiz Zafón tem uma
narrativa simples, e carregada de poesia e suspense, é difícil não sentir pelo menos uma pontadinha de medo.
O fato de existirem palhaços, nem tão divertidos assim, tornou a história ainda
mais apavorante para mim. Eu até gosto de palhaços, mas com muita ressalva
depois do filme It: Uma obra prima do medo. >.<
Em
poucas páginas, Zafón nos conta a história de vários personagens, interliga
todas elas, nos apresenta um vilão assustador e ainda tem tempo para deslanchar
um romance de verão. Tudo com maestria. Eu queria muito desvendar todos
os mistérios, fiquei extremamente envolvida com a
trama. As explicações a cerca do Príncipe da Névoa são ótimas, e essa pitada de magia e
sobrenatural me agradou bastante.
O livro é narrado em terceira pessoa, mas o foco em Max faz com que possamos realmente nos sentir como ele. Por mais surreal que a história seja, Zafón consegue torná-la crível, o que não seria nada fácil.
Este
é o primeiro livro de uma trilogia, mas não sei dizer ao certo se existe a
necessidade de lê-los na sequência correta (imagino que sim). O segundo livro -
O palácio da meia-noite - tem previsão de
lançamento para junho ou julho, e estou MUITO animada com isso.
Gostei bastante da edição da
Suma, a capa está linda e a revisão também. A tradução conseguiu manter a
beleza da narrativa de Zafón, e isso é um ponto muito importante. O único
detalhe que me desagradou é que o livro é em um formato um pouco menor do que os
outros lançados pela editora, não fica simétrico na estante (frescura, eu sei).
Se você ainda não conhece a escrita de Záfon, não perca tempo, leia agora!


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