Oi seus lindos!
Hoje a resenha é especial, minha mana Marcela é quem está no comando. A gatinha tem 14 anos e adora ler. Como ela leu Fome antes de mim e amou, eu achei bacana ver as impressões dela. Caso vocês gostem, com certeza ela vai aparecer mais vezes por aqui ;)
Gone #2
Autor: Michael Grant
Autor: Michael Grant
Editora: Galera
Número de páginas: 532
Avaliação: ♥♥♥♥♥ (5/5)
(Skoob)
Fome é a continuação de Gone, se você não leu o 1º livro é melhor pular esta resenha para evitar spoilers.
Sam Tample está cada vez mais cheio de problemas na pequena Praia Perdida. Agora eleito presidente da cidade, sofre com a responsabilidade de manter ordem no LGAR: a área circular que rodeia a usina nuclear cercada por uma parede enorme e impenetrável.
O alívio de ter resolvidos os conflitos com o irmão Caine foi temporário. Drake, que ganhou um chicote da Escuridão substituindo o braço arrancado pelos raios de luz que Sam solta pelas mãos – poderes desenvolvidos depois do LGAR, assim como outras crianças -, rouba o pouco estoque de comida que tinham guardado e não lhes restam quase nada.
Os doces, massas e qualquer outra guloseima acabaram nas primeiras semanas. Tentar colocar as crianças para trabalharem nas plantações que sobraram não é só uma tarefa difícil, mas praticamente impossível, ainda mais com minhocas mutantes transformadas em ezecas atacando a todos que ousarem pisar nas plantações de repolho. Como se a fome geral não fosse problema o suficiente para a cabeça de Sam suportar, as crianças sem poderes se revoltam contra os mutantes, denominados mubs, alegando que eles tem benefícios em relação à comida.
Depois de despertar de um período de inconsciência provocado por um encontro com a Escuridão - ou Gaiáfago, como ele a chama - Caine não consegue tirar as vozes dessa criatura da cabeça. Vozes que dizem estar ‘com fome no escuro’. Perturbado pela invasão mental, o garoto decide fazer de tudo para tirar as vozes da cabeça.
Lana, a Curadora, assim como Caine, ouve o Gaiáfago em sua mente. De Caine, a criatura quer alimento, mas de Lana, ele quer os poderes de cura, e chama por seu nome. Ela, disposta a não deixar ninguém mandar em si, quer destruir a Escuridão.
Sam não sabe se pode tomar conta dos problemas fúteis das crianças, da fome avassaladora, e ainda deter o irmão de alimentar uma criatura que pode acabar com todos eles. Ele é só um garoto, e mesmo com a tentativa de ajuda dos amigos e da namorada Astrid, o garoto está se esgotando cada vez mais.
Estou realmente com dó do Sam, como ele repete inúmeras vezes, é só um garoto! Não tem como dar conta de tantos problemas mesmo com todos os poderes do mundo. As crianças não ajudam em nada, tudo bem que não se pode esperar muita coisa de quem tem quatro anos, mas os mais velhos podiam fazer sua parte ao invés de inventarem ainda mais problemas para Sam. Eu nunca fui muito fã da Astrid, admiro toda a inteligência dela, mas mesmo vendo o namorado praticamente entrando em depressão por ter tanta coisa nas costas, não passa de palavras de consolo, sem nunca tomar uma atitude de verdade.
Adoro o fato alguns garotos tentando melhorar a cidade, fazendo planos e pondo-os em prática, e ao mesmo tempo odeio ver tantas crianças que podiam estar ajudando sentadas em seus sofás jogando vídeo game e reclamando o dia inteiro.
A narrativa em terceira pessoa, sob o ponto de vista de diversos personagens me agrada bastante, é através dela que temos uma noção maior do que está acontecendo. As cenas são descritas com maestria, em vários momentos eu sentia a fome e o desespero das crianças. Michael Grant sabe como nos impressionar.
Se você gostou de Gone com certeza vai adorar Fome. Um livro repleto de ação, suspense e sobrenatural. Leitura mais do que recomendada ;)
Marcela Sutti tem 14 anos e é viciada em livros, música e filmes. Aproveita as férias escolares para atacar a estante da irmã mais velha e postar no seu Tumblr.



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